Empurrões, tapas, socos, chutes, beliscões, queimaduras, uso de armas ou objetos para machucar.
Violência Física
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Como saber se é isso
Não precisa deixar marca para ser violência física. Apertar o braço com força, sacudir, prensar contra a parede, jogar objetos em você, impedir você de sair do quarto — tudo isso é agressão física, mesmo quando 'não dói depois'. Se você sente medo do próximo movimento dele, seu corpo já está te avisando.
Frases que você talvez já tenha dito
- 'Ele só me empurrou, não foi um soco.' — empurrar é agressão.
- 'Foi um tapa, ele pediu desculpa depois.' — pedido de desculpa não apaga a agressão.
- 'Ele apertou meu braço só pra eu ouvir.' — segurar com força para te imobilizar é violência.
O que dizem por aí
Se não deixou marca, não foi sério.
Violência física se mede pela intenção e pelo medo, não pelo hematoma.
Foi só uma vez, no nervoso.
A primeira vez tende a se repetir e escalar. O ciclo costuma piorar.
Seus direitos
- Você pode conseguir medida protetiva sem boletim de ocorrência, sem advogado e sem processo (Lei 14.550/2023).
- O agressor pode ser afastado de casa e usar tornozeleira, com dispositivo que avisa você e a polícia se ele se aproximar (Leis 15.125/2025 e 15.383/2026).
- Você tem direito a atendimento policial e pericial especializado, 24h, por gente preparada para não te expor de novo.
- O SUS oferece cirurgia reparadora e reconstrução dentária para sequelas de agressão (Leis 13.239/2015 e 15.116/2025).
O que a lei diz
Lei Maria da Penha: qualquer conduta que machuque seu corpo ou sua saúde já é violência física. Desde 2024, matar uma mulher por ser mulher é feminicídio, crime próprio e com pena mais dura (Lei 14.994/2024). E, desde 2026, a lei protege de forma reforçada quem já foi agredida contra novas ameaças do mesmo agressor (Lei 15.410/2026).