Quando ele machuca, ameaça ou usa seus filhos (ou quem você ama) para te atingir e te controlar.
Violência Vicária
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Como saber se é isso
É quando a dor não é aplicada em você diretamente, e sim em quem você ama. Usar os filhos como moeda de troca, ameaçar tirá-los, falar mal de você para eles, machucar animais de estimação ou perseguir sua mãe e suas irmãs são formas de te controlar pelo medo. Se você faz coisas que não quer 'para eles não sofrerem', isso tem nome.
Frases que você talvez já tenha dito
- 'Ele disse que se eu sair, nunca mais vejo meus filhos.' — é chantagem e é violência.
- 'Ele não me bate, mas grita com as crianças pra eu ficar quieta.' — é violência vicária.
O que dizem por aí
Se é com as crianças, não tem a ver comigo.
Tem sim. A lei reconhece que atingir quem você ama é uma forma de te atingir.
Vão tirar meus filhos de mim se eu denunciar.
A proteção é para você e para eles. A medida protetiva pode afastar o agressor e regular as visitas.
Seus direitos
- A medida protetiva pode proteger você e seus filhos, incluindo afastamento e suspensão de visitas.
- Ameaça ou agressão aos seus filhos para te atingir é violência contra você — não precisa ser 'só entre vocês dois'.
- Seus filhos são ouvidos por profissionais preparados, sem precisar repetir o relato várias vezes.
- O Conselho Tutelar e o Disque 100 também acolhem casos envolvendo crianças.
O que a lei diz
Desde 2026, a violência vicária entrou na Lei Maria da Penha como uma das formas de violência doméstica (Lei 15.384/2026). A lei também criou o vicaricídio: matar alguém ligado a você para te causar sofrimento, punição ou controle. Crianças e adolescentes têm proteção própria (Lei Henry Borel) e direito a escuta especializada e depoimento especial, em ambiente seguro (Lei 13.431/2017).